O Carnaval do empresário Ricardo Costin, 51, dono de concessionárias Peugeout e Volvo em Belo Horizonte, foi bastante movimentado. Ele estava no Rio de Janeiro. Desfilou na Sapucaí, passeou de barco pela baía de Guanabara, foi ao baile do Copacabana Palace. Detalhe: durante todo o feriado, ele e sua mulher, Marilu Costin, 50, estavam recepcionando 30 casais de empresários bem-sucedidos – que costumam ser bem exigentes – do mundo todo. Visitantes do Egito, Estados Unidos, Arábia Saudita, Inglaterra, entre outros, puderam participar de um roteiro cuidadosamente preparado. E, apesar de ficarem poucos dias no Brasil, experimentaram do bom e do melhor.
Mas o que levou Costin a tal empreitada? Sobretudo, o prazer do anfitrião, como responde o próprio. “É o prazer de organizar, de mostrar coisas boas do seu país”, descreve. Todos os integrantes do grupo tinham uma coisa em comum: eram membros da Young Presidents Organization (YPO), que reúne jovens presidentes ou donos de empresas. O objetivo primordial da organização é criar melhores líderes com troca de experiência e educação.
Mas nem só de negócios cuida a YPO. São promovidas pela organização as chamadas experiences, viagens sugeridas pelos próprios associados. Como os responsáveis pelos roteiros são exigentes, os encontros acabam sendo especiais. Nada é obrigatório: nem viajar e nem recepcionar. Mas, pela agenda deste ano, é possível perceber que o projeto é um sucesso. O membro da YPO interessado poderá, se for de seu interesse, conhecer ainda este ano, por exemplo, o Pantanal (organização de Roberto Klabin), Alasca, Butão, entre outros.
E uma dessas experiences foi a do Carnaval do Rio. Os preparativos levaram cerca de um ano. Conforme explica Costin, o que faz esses casais optarem a vir para o Rio numa viagem organizada por seus colegas da YPO e não por uma agência de viagens é uma relação de confiança de que o passeio não vai ser uma furada. A certeza de que vão conhecer o que tem de melhor e ainda o contato com pessoas que vivem aqui e que, por isso, têm melhores condições de mostrar o lugar. Costin ressalta que a experience não tem qualquer objetivo de ser uma troca de experiências para negócios. Não se trata de um networking. “Pode ser que auxilie em alguns casos. Se, por exemplo, houver uma pessoa interessada em fazer negócios com o Brasil, ela já sai daqui com alguns bons contatos. Mas não é objetivo”, disse. Enfim, ninguém é de ferro, nem mesmo os membros da YPO.