Com 30 anos de história, o Belo Horizonte Othon Palace é conhecido como um dos mais importantes hotéis da cidade, onde se hospeda boa parte dos turistas, de celebridades a chefes de estado internacionais. No mercado de trabalho hoteleiro, no entanto, o BH Othon coleciona outra fama: colaborar para a formação de grandes profissionais da área. Renomados gerentes da hotelaria, que hoje seguem carreira de sucesso em diversas partes do país, passaram pela experiência de administrar o prédio de 25 andares, na avenida Afonso Pena, coração de Belo Horizonte.
O inglês Philip Carruthers, naturalizado no Brasil e diretor superintendente do Copacabana Palace, no Rio de Janeiro, foi um dos primeiros gerentes do BH Othon. Começou a administrar a casa em outubro de 1979, um ano depois da inauguração, e só a deixou em julho de 1981. “Lembro-me do hotel novinho em folha, com 300 apartamentos. Era majestoso para os padrões da cidade”, recorda-se Philip. Na época, aos 33 anos, ele diz que a passagem pelo BH Othon lhe trouxe aprendizado. “Nele tive a experiência de recepcionar chefes de estado, como o ex-presidente João Figueiredo, que lá se hospedou por duas vezes”, lembra-se Philip.
Boas lembranças do edifício da Afonso Pena também são guardadas pelo diretor superintendente da Rede Othon, Fernando Chabert, outro que teve a experiência de administrar a unidade belo-horizontina. De maio de 1979 a junho de 1981, ocupou o cargo de gerente residente, e de julho de 1981 a março de 1984 foi gerente geral, logo depois de Philip. Chabert considera a permanência de cinco anos em Belo Horizonte um marco na carreira, por ter exercido o primeiro cargo de gerente geral.
O carioca Ricardo Kawa, gerente geral do Rio Quente Resorts, em Goiás, define a passagem pelo hotel da Afonso Pena de 2002 a 2004 como um divisor de águas na carreira. “Quando cheguei ao BH Othon, parte do hotel estava fechada. Conseguimos colocar toda a casa em funcionamento”, lembra Kawa. O desafio não só lhe trouxe conhecimentos, como visibilidade profissional. De BH, foi transferido para a gerência geral do Rio Othon Palace, em Copacabana, considerado o mais importante da rede no Brasil.
Assim como Philip Carruthers, o paulista Pedro Varella, gerente geral do Bahia Othon Palace, em Salvador, ressalta a experiência de ter recepcionado autoridades e artistas no BH Othon. Ele administrou o hotel belo-horizontino por três anos. “Cheguei em 2005. Foi uma experiência e tanto”, considera.
Ao contrário de Philip, Kawa e Varella, o mineiro Celso Morandi não saiu de Minas após os nove anos como gerente geral do BH Othon Palace. Hoje administra o Liberty Palace Hotel, outro importante estabelecimento da capital. Ele atribui sua formação profissional e pessoal não só ao hotel da Afonso Pena, mas a toda rede. “Comecei a trabalhar no Rio Othon, aos 20 anos como auxiliar de escritório. Passei por várias capitais. Considero a rede, onde trabalhei 25 anos, a maior escola de hotelaria do país”, destaca. O BH Othon, no entanto, teve papel especial. “Foi o meu retorno a Minas, onde conquistei amadurecimento e reconhecimento profissional”, ressalta.
Com Chabert, diretor superintendente da Rede Othon, a história também não foi diferente. “Além do enriquecimento da minha carreira profissional, o convívio social e com a história e maneira de ser dos mineiros me serviram de base para aperfeiçoamento como pessoa e líder. E ainda trouxe uma filha nascida em Minas, que adoro”, conta. Prova de que os ares do principal hotel da Afonso Pena traz mesmo boas novas.