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Mercado FinanceiroVolta por cimaApós passar por várias crises, Banco Rural consegue se re-erguer e registra lucro de 50 milhões de reais em 2008
Texto: Terezinha Moreira | Fotos: Ilustração: Paulo Werner
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Esta estratégia foi fundamental. Enquanto as grandes instituições financeiras do país cortaram o crédito para as empresas de pequeno e médio portes, o Rural ampliou os recursos neste segmento. “Tiramos de uma operação longa para aplicá-los em outra que oferece liquidez”, afirma Samarane. A ação teve seus louros colhidos pelo banco, pois o Rural viu sua rentabilidade nestas operações aumentar. “É um caso clássico da oportunidade surgida dentro da crise”, diz João Heraldo Lima. Outra mudança na gestão do banco foi sua total profissionalização. Até meados de 2008 o Rural era presidido por Kátia Rabello, sua controladora, que deixou a presidência para assumir a do conselho de administração. Também fazem parte do conselho o ex-diretor Plauto Gouvêa, além de João Heraldo Lima. “Muito em breve traremos nomes de fora, independentes, de notória competência e capacidade”, antecipa o presidente do Rural, sem revelar nomes. A intenção é ter um conselho atuante e profissional, o que reforça sua governança corporativa. O Rural também intensifica a política de aproveitamento da prata da casa. Funcionários jovens na idade, mas velhos de casa, que comprovaram sua competência e comprometimento com o banco estão sendo promovidos a cargos estratégicos.
A meta de crescimento do Rural para 2009 é entre 20% e 30%, o que pode ser considerado razoável em virtude da crise internacional e porque será sobre uma base bem maior que a do ano passado. E essa elevação, de acordo com os planos do banco, ocorrerá sem alteração de seu foco. “Uma das razões da história de sucesso do Rural ao longo dos 45 anos foi saber manter o foco. Estrategicamente, acreditamos nos dois segmentos, o middle market e o empréstimo consignado. Estruturalmente, todas as condições macroeconômicas do país apontam que estes segmentos continuarão demandando crédito”, salienta Lima. O crescimento não será físico, em número de agências, mas operacional e por meio de parcerias. A expansão do Rural será nas regiões centro-sul e Nordeste do Brasil, onde há maior concentração de agências. Ao todo são nove, das 23 existentes.
Foto: Daniel de Cerqueira
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BalançoCarteira de crédito 2007 R$ 805 milhões Depósitos 2007 R$ 1,047 bilhão Patrimônio líquido 2007 R$ 340 milhões Lucro líquido |