Ajustar os ponteiros da balança é uma tarefa árdua. Isso porque a fórmula do emagrecimento saudável e duradouro inclui desde mudanças na alimentação até rotina diária de atividade física. Mas os hábitos saudáveis podem não surtir tanto efeito se o sistema endócrino e metabólico não funcionar corretamente. “A partir dos 25/30 anos, quando entramos no processo de envelhecimento, as glândulas endócrinas, responsáveis pela produção de hormônios, começam a entrar em processo de pausa hormonal, interferindo diretamente no ritmo do metabolismo e, consequentemente, no peso corporal”, explica o geriatra Eduardo Pinho Tavares, diretor da Clinlife, centro médico especializado em emagrecimento.
É o caso da tireoide, glândula que produz o hormônio T3, a tri-iodotironina. “A falta dele implica menor gasto de energia calórica e aumento do peso”, afirma Tavares. Outra glândula que pode se transformar em vilã é a suprarrenal, responsável pela produção de cortisol, o hormônio do estresse: em excesso, ele pode provocar retenção de líquidos, o aumento da gordura abdominal e a ânsia por alimentos gordurosos.
Relacionada à obesidade, a síndrome metabólica pode complicar ainda mais o quadro. A doença torna o organismo resistente à ação da insulina (hormônio que reduz a taxa de glicose no sangue), forçando o pâncreas a aumentar sua produção. Entre outros problemas, o aumento de insulina facilita o acúmulo de gordura abdominal e a perda de peso.
Mas há tratamentos para reverter o processo de pausa hormonal. “O controle dos hormônios pode ser feito com substâncias bioidênticas, reconhecidas pelo organismo como naturais”, diz Tavares. Segundo ele, os efeitos de regularização da produção de T3, de cortisol e de insulina já começam a ser sentidos no corpo em um mês. É claro que a terapia deve vir acompanhada de reeducação alimentar e atividade física. “Quem deseja emagrecer, deve procurar um médico especializado e contar com equipe multidisciplinar composta por médicos, nutricionistas, educadores físicos, psicólogas e enfermeiras.”
Hormônios Que influenciam no emagrecimento
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T3 (tri-iodotironina): é produzido pela glândula tireoide. Sua falta diminui o ritmo do gasto calórico e facilita o ganho de peso
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Cortisol: o hormônio do estresse é produzido pela glândula suprarrenal. O ideal é que esteja entre 15 mg a 23 mg. Acima disso, aumenta o apetite e a gordura abdominal
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Insulina: produzida pelo pâncreas para a mediação de glicose no sangue. Em quadros de síndrome metabólica, relacionada à obesidade, acelera ainda mais o ganho de peso (gordura visceral)
Médico responsável: Dr. Eduardo Pinho Tavares, Geriatra (reg. 080), CRM-MG 5599