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PolíticaO que BH esperaLíderes comunitários das nove regionais da cidade listam as prioridades: de melhoria no transporte coletivo à segurança
Texto: Miriam Gomes Chalfin | Fotos: Uarlen Valério
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Pampulha
Transporte coletivo é o que pedem moradores no bairro Castelo, na região da Pampulha. O aposentado Dorgival Modesto Jorge, que preside a associação de moradores, afirma que apenas duas linhas, a suplementar 54 (Dom Bosco/ Shopping Del Rey) e a 3301 B (Castelo), atendem ao bairro. “O problema é que os ônibus estão sempre lotados, parecendo sardinha na lata”, diz. Para aliviar a situação, querem mais horários de viagens.
A reivindicação tem razão de ser. Segundo o Censo 2010 do IBGE, com pouco mais de 19 mil habitantes, o Castelo é um dos bairros que mais cresceram em BH nos últimos anos. “Ele virou uma verdadeira cidade, com trânsito muito pesado”, destaca o aposentado. Para aliviar os congestionamentos diários, os moradores esperam ver sair do papel, nos próximos quatro anos, um viaduto ligando a rua Manoel Elias de Aguiar (continuação da avenida Miguel Perrela) à Presidente Tancredo Neves, que corta boa parte da região. Entretanto, o sonho não tem data para se concretizar. A assessoria de imprensa da regional informa que está prevista a construção de ponte ligando as duas vias, mas ainda não há projeto. Também que uma nova opção para o tráfego é a ligação, liberada recentemente, das avenidas Tancredo Neves, João 23 e Pedro 2º.
De acordo com a assessoria de imprensa da BHTrans, além das linhas de ônibus citadas, os moradores contam também com a 1404 B (Estrela do Oriente/Jardim Inconfidência). Ao todo, as três transportam cerca de 350 mil passageiros por mês. Além disso, a empresa declarou que o projeto BRT para os corredores Pedro 2º e Carlos Luz, previsto para ser implantado em 2014, permitirá a integração de linhas da região do Castelo com a futura Estação São José, criando novas opções de transporte para moradores da região, que conta com 60 bairros e cerca de 250 mil habitantes.
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Barreiro
Um dos bairros com grande mobilização da comunidade, nesta região, é o das Indústrias. Segundo o aposentado Elias Lourenço de Souza, do Núcleo de Ação Social, a prioridade é construir área de lazer no local. “Aqui não tem opção de diversão. Por isso, o que nós queremos é uma quadra poliesportiva, com academia a céu aberto e pista de caminhada”, resume Souza.
Na opinião dele, o espaço de lazer iria contribuir para a formação dos jovens, tirando-os da ociosidade, e para a melhor qualidade de vida das pessoas idosas que moram nas imediações. Meio caminho está andado, já que uma área desocupada, de cerca de 4 mil metros quadrados, está disponível para a construção. A outra metade do caminho, entretanto, ainda depende de votação dos moradores. A obra poderá sair do papel se for escolhida pela população no Orçamento Participativo 2013/2014, segundo a assessoria de imprensa da Regional Barreiro.
Nos próximos quatro anos, a comunidade também espera que seja construída uma Unidade Municipal de Educação Infantil (Umei) – projeto ainda em negociação com uma empresa privada, conforme a prefeitura – e concluída a obra do centro cultural, que está parada. A Regional Barreiro informa que aguarda uma nova licitação para o término das obras, já que a firma que começou a empreitada faliu.
A região tem 54 bairros e 18 vilas, totalizando 282.552 habitantes. No bairro das Indústrias, que faz limite com o município de Contagem e o Anel Rodoviário, são 9.182 moradores.
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Noroeste
Os moradores do bairro Pindorama se unem a favor de uma Unidade de Pronto-Atendimento (UPA). “Estamos fazendo reuniões, mobilizações e audiências públicas, enfim, utilizando todos os instrumentos democráticos para conseguir a liberação da UPA aqui”, diz o contador Rafael Afonso da Silva. Segundo ele, esta é a única regional de Belo Horizonte que ainda não tem esse tipo de unidade de saúde. “Em caso de necessidade, os moradores têm que buscar socorro na UPA Pampulha ou no hospital Odilon Behrens, que ficam longe”, reclama Silva, lembrando que a construção da unidade foi votada e escolhida no Orçamento Participativo de 2006.
Segundo a Gerência Regional de Orçamento Participativo Noroeste, o preço do local indicado pela comunidade para a construção da UPA está fora dos padrões da prefeitura. No momento, são analisadas outras áreas disponíveis no bairro. Na região, moram mais de 360 mil pessoas.
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Venda Nova
Com 262.183 habitantes, o item prioritário é a segurança. Segundo a líder comunitária Ivânia Augusta dos Santos Rodrigues, moradora do Santa Mônica, praticamente todos os dias ocorre um assalto na região. “Aqui não existem câmeras de segurança, nem mesmo no centro de Venda Nova. Para piorar, são poucos policiais para atender à região, que tem mais de 28 quilômetros quadrados”, reclama a dona de casa. Ela conta que muitas pessoas sequer chegam a prestar queixa na polícia porque, com o efetivo insuficiente, o atendimento é muito demorado.
A tenente Bruna Ortenzio, assessora de comunicação organizacional do 49º Batalhão da Polícia Militar, responsável pela região, informa que todos os bairros são atendidos, diariamentecom viaturas, patrulha de prevenção ativa ou de operações. “O policiamento é priorizado de acordo com os dados estatísticos. Onde a incidência de registros é maior, o policiamento é reforçado, inclusive com mais operações. Por isso, a população não pode deixar de registrar a ocorrência”, pontua a tenente. Ela destaca que a comunidade tem que participar como parceira, levando as demandas às companhias e conhecendo os trabalhos da polícia, como a Rede de Vizinhos Protegidos. No centro de Venda Nova, a tenente afirma que mais de 30 PMs atuam no projeto Polícia e Família.
Outro problema apontado pela líder é o número de andarilhos em Venda Nova. A maioria aborda quem passa pelo local. Alguns deles, inclusive, drogados. A assessoria de imprensa da regional informa que a prefeitura faz uma abordagem aos moradores de rua, tentando reinseri-los socialmente. Eles recebem alimentação, documentos, encaminhamento para atendimento médico.
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Centro-Sul
Segurança também é a prioridade dos moradores da região Centro-Sul, com 46 bairros e cerca de 270 mil habitantes. O presidente da Associação de Moradores e Amigos do Bairro Santo Agostinho, o médico Rodrigo Laender, afirma que assaltos nas proximidades da praça Carlos Chagas (da Assembleia) e do shopping Diamond Mall são constantes. “A vida é o maior patrimônio. Por isso, queremos guardas municipais na praça e na porta das escolas”, afirma.
A comunidade espera ver também câmeras de segurança. Segundo a assessoria de imprensa da Regional Centro-Sul, o pedido de instalação das câmeras foi vitorioso no Orçamento Participativo Digital de 2011. O projeto contempla, conforme a Secretaria de Planejamento e Gestão, 45 pontos de monitoramento, com 190 equipamentos no Santo Agostinho e em mais nove bairros. A execução está programada para o próximo ano.
A assessoria da Guarda Municipal Patrimonial informa que a praça da Assembleia já conta com Posto de Observação de Vigilância (POV) da Polícia Militar e que a função dos agentes municipais é garantir ordem e segurança dentro das instituições de ensino. Eventualmente, a Guarda Municipal realiza rondas em torno das escolas.
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