Quinta, 17 de Maio de 2012
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Na quinta e última reportagem da série: o monte mais alto da África com três vulcões, um parque com 147 espécies de mamíferos e raridades em museu do século XVIII

Texto: Eliana Fonseca | Fotos: SXC


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Monte Kilimanjaro, Tanzania
 
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Monte Kilimanjaro, Tanzânia

Considerado o ponto mais alto da África, o Monte Kilimanjaro, com 5.895 m de altura é composto por três vulcões extintos. Apesar de sua grandiosidade, é considerado por especialistas um monte de fácil escalada por ter várias vias de acesso para se chegar ao seu topo. Imortalizado pelo escritor norte-americano Ernest Hemingway no conto As Neves do Kilimanjaro, corre o risco de ter sua principal atração, a neve do cume do monte, desaparecer, o que vem ocorrendo gradativamente há mais de um século. Só para se ter uma ideia do desastre, somente no século XX o monte perdeu 80% de seu cume de gelo. Segundo especialistas, se o derretimento do gelo continuar evoluindo da mesma maneira, em 2020 o monte não terá mais neve.

Parque Nacional Kruger, África do Sul

O Parque Nacional Kruger, no nordeste do país, é o mais famoso de todos os parques africanos, sendo considerado um santuário que abriga diferentes espécies. Com área de conservação de 19 mil km², nele podem ser encontradas 147 diferentes espécies de mamíferos, incluindo elefantes, rinocerontes, búfalos, leões e leopardos, além de uma fauna e flora exuberantes. São mais de 800 espécies de pássaros,  répteis,  anfíbios. A vegetação também não perde em diversidade, com mais de 300 espécies de árvores. Essa grandiosidade que tanto encanta, também traz preocupações ao governo africano: a taxa de crescimento de elefantes no parque está levando ao término das reservas de vegetação, além de colocar em perigo outras espécies do Kruger. Para controlar o crescimento desses animais, o governo sul-africano iniciou ano passado ações como o sacrifício seletivo, a esterilização e a mudança de local dos elefantes.

Museu Hermitage, São Petesburgo

Considerado um dos maiores do mundo, o Museu Hermitage foi criado no século XVIII para abrigar uma coleção particular de obras da imperatriz Catarina II. Desde então, o local, um conjunto de quatro castelos, tem acervo grandioso: entre as obras, as raríssimas peças em porcelana queimada e pintadas à mão por artesãos da fábrica de porcelana Lomonosov e mais de 16 mil pinturas de artistas como Renoir, Leonardo da Vinci, Picasso, Rubens, Ticiano, Caravaggio, Matisse, Gauguin. Algumas obras desse acervo são cercadas por polêmicas: historiadores afirmam que os soviéticos saquearam museus, galerias e os bunkers alemães que escondiam obras de arte. Fruto desses saques, alguns quadros de Van Gogh, Paul Cézanne, Edgar Degas estão ainda hoje no porão do museu. Seu acervo corre constante perigo por causa de quadrilhas especializadas em roubo de obras de arte. O último grande roubo, ocorrido em 2006, contabilizou o desaparecimento de 221 peças, entre joias e esmaltes (dos séculos XVII, XVIII e XIX), avaliadas em quase 4 milhões de euros.


 
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