Quinta, 17 de Maio de 2012
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Márcia Queirós

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 | Por: Anny Lu Barreto
Anny Lu Barreto

Cantora Teen

Aos 16 anos, Lu Alone lança em agosto In Love, seu  primeiro CD, que traz repertório pop rock. Se a idade para ingressar na carreira profissional surpreende, o início do contato da adolescente com a música muito mais. Lu conta que tinha dois anos, quando a famosa cantora cristã Ana Paula Valadão lhe ensinou a entoar as primeiras canções. “Morávamos em Dallas (EUA) e a Ana, amiga da minha família, cuidava de mim e dos meus irmãos”, lembra. De volta ao Brasil, com cinco anos, Lu se apresentou no Palácio das Artes com a amiga Ludmila Carneiro Costa. Ao longo da infância, participou ainda da gravação de CDs e DVDs com Ana Paula Valadão, cantou em corais e igrejas. Agora, segue carreira solo. O primeiro disco tem participação do irmão Ian Alone, que toca instrumentos de corda, além de músicos tarimbados, como Glauco Nastácio, do Tianastácia, e Ebenézer Alves, percussionista da cantora Shakira.
 
 | Por: Daniel de Cerqueira
Daniel de Cerqueira

Aposta em BH

O Brasil ocupa um dos primeiros lugares no ranking mundial de academias de ginástica. Entre 2007 e 2008, o total desses estabelecimentos passou de 7.350 para 12.680 no país. No rastro desse crescimento, outros setores também expandem, como o de roupas para ginástica. Belo Horizonte, por exemplo, acaba de receber a primeira franquia da marca Líquido, uma das maiores do segmento de moda fitness e praia de São Paulo, onde mantém 25 lojas. A marca tem, ainda, unidades em Curitiba, João Pessoa e Porto Alegre. Responsáveis pela franquia belo-horizontina, no bairro de Lourdes, os paulistanos Márcio Caitano e Sérgio Augusto Pereira (foto) apostaram na cidade depois de longa pesquisa. “Descobrimos um mercado promissor e decidimos inovar com uma loja que estimula o autoatendimento e completa visualização dos produtos. Os mineiros cuidam muito da saúde, há muitas academias em BH. Como não há praia, adoram ir a clubes e cachoeiras”, atesta Caitano.
 
 | Por: Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Jardim à mesa

O restaurante La Cour Jardin, do luxuoso hotel Plaza Athénée Paris, inova com  jardim de flores, ervas aromáticas e hortaliças bem pertinho da mesa dos comensais. A casa também acaba de introduzir no cardápio pratos que levam legumes e frutas da estação, cultivados com técnicas da agricultura orgânica. A ideia partiu do consagrado chef  Alain Ducasse. Com ajuda de um consultor, a equipe do La Cour Jardin criou menu sustentável, cuja elaboração começa com a escolha dos fornecedores dos produtos, selecionados pela proximidade geográfica, experiência e capacidade de gerir seus négocios de maneira responsável, utilizando, por exemplo, a produção orgânica. Resultado: ingredientes chegam mais fresquinhos, saudáveis e saborosos à mesa. O respeito à natureza é tanto que o restaurante está até descartando as normas convencionais que regulamentam as refeições da Europa, servindo frutas da estação e legumes com cereais. Os legumes tornaram-se o ingrediente principal, mostrados com todo o charme francês, claro!
 
 | Por: Foto: Ana Luiza Alves
Foto: Ana Luiza Alves

Marionete famosa

Conhecida no Brasil e exterior como celeiro de importantes grupos de teatro de marionetes, como o famoso Giramundo, Minas revela novos talentos. O artista plástico Eduardo Felix, 28 anos, é um deles. Integrante do grupo Pigmalião, Escultura que Mexe, junto a outros seis artistas, ele faz sucesso pelo país afora com uma de suas criações, o boneco Seu Geraldo, típico violeiro mineiro, que também conta histórias. Formado em escultura pela Escola de Belas Artes da UFMG, Eduardo conta que, para criar o boneco, inspirou-se em moradores de sua cidade natal, Crucilândia, a 100 quilômetros de Belo Horizonte. O espetáculo Seu Geraldo, Voz e Viola foi exibido em Salvador, tem agenda cheia o resto do ano e virou até atração no You Tube. Em 2008, Seu Geraldo participou  da exposição sobre o balé Quebra Nozes, no Rio de Janeiro. “Eu e a artista mineira Junia Melilo, que também faz marionetes, fomos convidados. Confesso que morri de saudades do Seu Geraldo”, diz Felix, que já integrou outros grupos, como o Armatrux.
 
 | Por: Daniel de Cerqueira
Daniel de Cerqueira

Bola da Paz

Aos 17 anos, o mineiro Rodrigo Fiúza realizou a primeira aventura ao viajar de bicicleta de Belo Horizonte a São Paulo. “Uma loucura”, lembra o rapaz, que acabou despertando para o motociclismo. Hoje, aos 37 anos, Fiúza já se aventurou de moto por lugares como Alasca (EUA) e Israel. No ano passado, realizou uma volta ao mundo de motocicleta, batendo recorde mundial. Desde a primeira aventura profissional de moto, em 1999, quando pilotou de Belo Horizonte até Antártica, ele diz ter conquistado mais do que sonhava, pois foi nomeado Embaixador da Paz Brasileiro. Por onde passa, leva palavras de esperança. “Tenho uma mensagem de paz que sempre levo comigo e é traduzida para a língua do país onde estou”, diz Fiúza, que neste ano pretende, junto à comitiva de médicos e dentistas, viajar do Oiapoque ao Chuí. Serão três meses de viagem cuidando da população. Em 2010, ele planeja partir de Londres e chegar até a África do Sul com uma bola para entregar à Seleção Brasileira antes do primeiro jogo da equipe na Copa do Mundo.
 
 | Por: Nélio Rodrigues
Nélio Rodrigues

Louco por cinema

Na adolescência, o jornalista Sérgio Vaz (foto) trocou Belo Horizonte por São Paulo, cidade onde iniciou promissora carreira no Jornal da Tarde, que marcou época na imprensa nacional. Da capital mineira, Sérgio jamais se esqueceu das antigas salas de cinemas, onde nasceu uma paixão. “Quando tinha 12 anos, passei a anotar num caderninho os nomes dos filmes que via, os atores, o diretor, o estúdio e a duração. Naquele primeiro ano, 1962, anotei 127 filmes”, lembra. O hábito de registrar tudo no bloco persiste. Em 2008, ele assistiu a 251 filmes e neste ano, 106. Para comemorar os 50 anos de seu amor ao cinema, Sérgio colocou no ar o site www.50anosdefilmes.com.br. A página virtual reúne comentários sobre cerca de mil filmes. O grande diferencial é a linguagem solta e divertida, que dá ao leitor a impressão de uma conversa descontraída na mesa do bar. “ A ideia inicial era reunir o material em um livro, mas, como o volume de textos era grande, optei pelo site”, conta o jornalista. Vale conferir.
 
 | Por: Aline Bastos
Aline Bastos

A saga de Romero

O juiz-forano Cesar Romero festeja o sucesso do livro O colunista (Alva Editora), que conta a sua trajetória profissional. Assinado pelo escritor e jornalista Ivanir Yazbeck, a obra narra os mais de 30 anos de colunismo de Romero, ilustrada por 250 fotos. O livro é resultado de vasto trabalho de pesquisa do autor junto a estudantes de Comunicação Social, jornalistas e amigos que conviveram com o colunista em sua passagem por importantes veículos da imprensa mineira. Colunista do jornal Tribuna de Minas, Romero é famoso por promover há 17 anos, em Juiz de Fora, a Feijoada das Estrelas, um dos mais importantes eventos sociais da Zona da Mata.  A festa, que foi incorporada ao calendário oficial da cidade, atrai a Juiz de Fora centenas de convidados, entre eles empresários e políticos de renome do cenário nacional.
 
 | Por: Wanday Produções
Wanday Produções

Túnel do Tempo - Bom rapaz vive melhor fase

Depois de passar por processo de depressão e alcoolismo, o cantor Wan­derley Cardoso, 63, vive agora uma das melhores fases.  Morando no Rio de Janeiro e casado com a cantora Day, 34, ele faz shows por todo o país e acaba de relançar o DVD 40 Anos de Sucesso do Bom Rapaz. “Cheguei ao fundo do poço, por causa do alcoolismo, mas consegui me recuperar depois que me levaram para a igreja. Perdi 18 quilos e sou outra pessoa”, conta o cantor, que hoje é evangélico.


Famoso nos anos 60 e 70, quando liderou as paradas de sucesso com canções como Doce de Coco, Bom Rapaz e Socorro, Nosso Amor está Mor­rendo, Wanderley Car­doso conta que iniciou o processo de depressão a partir da década de 1980, devido às mudanças ocorridas na carreira. “Tinha um contrato com a Copa­cabana Discos, cujo dono, Emílio Vitale, era como um pai. Ele morreu e a gravadora passou a não se interessar mais por mim. Fiquei encostado”, conta.


O cantou buscou como saída tentar a sorte no exterior, mas, mesmo depois de vencer festivais e conquistar fãs em outros países, diz que iniciou uma fase de baixa auto-estima, buscando fuga no álcool. “Só me livrei do alcoolismo há dez anos, depois que conheci a Day, que, junto com os amigos, me levou para igreja. Ela passou a administrar também a minha carreira. Cuida da minha agenda de shows e da parte empresarial. Graças a Deus e à Day saí do fundo do poço”, ressalta, lembrando que a companheira interrompeu a carreira musical com a irmã Daiane, com quem formava uma dupla country, para se dedicar a ele. 


Da união do casal de cantores, nasceu Wanderley Car­doso Jr., 6 anos, que deseja seguir a profissão dos pais. “Era vasectomizado, mas consegui reverter com uma cirurgia. A Day tem um filho de outra união, Victor. For­ma­mos uma família feliz.” Wanderley também é pai de uma filha de 35 anos, que vive em Brasília, de um rapaz de 26, em São Paulo. Re­cen­temente, diz que res­­pondeu a um processo de suspei­­ta de paternidade. “Fiz exames e ficou provado que a criança não é mi­nha”, diz Wanderley, que, com a be­la voz e os olhos verdes, conquis­­tou milhares de fãs nos anos 60 e 70. 

 
 | Por: Daniel de Cerqueira
Daniel de Cerqueira

Bate-papo - Elke e suas maravilhas

“Sou mineira, uai.” Quem assume a mi­neiridade de forma tão autêntica é a russa El­ke Giorgierena Grunnupp Evremides, 64 anos, a brasileiríssima Elke Maravilha. Em visita a Belo Horizonte, para inaugu­ra­ção da loja Gatos de Rua, da qual é garota pro­paganda, a atriz recebeu a coluna, quando lembrou-se da infância em Minas e discorreu sobre temas como relacionamentos (ela se casou oito vezes) e carreira profissional. Nos últimos meses, atua nas gravações de A Suprema Felicidade, de Arnaldo Jabor, onde interpreta uma avó. O filme deve chegar às telas do cinema no início do próximo ano.

Fale sobre a relação com Minas.
Nasci em Minas, bem em Leningrado, na Rússia. Meu pai foi perseguido por Stalin, e, quando eu estava com seis anos, ele resolveu migrar para o Brasil com a família. Viemos primeiro para Itabira, onde meu pai, que era agrônomo, trabalhou em fazenda. Em Belo Horizonte, fui glamour-girl do colunista Eduardo Couri, em 1962. O mineiro é um povo que me ensinou muito. Eles sabem ser modestos e admiro isso. Aqui me sinto em casa.

Você é considerada precursora dos drag queens. Sempre se vestiu assim?
Desde a infância. Em geral, as mulheres gostam de coisas pequenas, discretas. Sempre adorei roupas e acessórios exagerados.

Quando decidiu que seria atriz?
Nunca decidi nada. As pessoas é que decidiram o que seria. Fui bancária, secretária, professora de idiomas, falo nove línguas, modelo e jurada de programa de auditório. Agora optei por não fazer coisas como dirigir carro e ser mãe.

Por que a maternidade não?
Parir um filho é fácil, mas educá-lo não. É preciso muita alma para isso e nem todas as pessoas têm. Dinheiro só não é suficiente. Conheço muitos pais pobres que educam bem os filhos, ao contrário de ricos. Em conversa com um grande antropólogo brasileiro, comentei que 75% das mulheres não seriam preparadas para educar filhos. Ele foi mais longe, afirmou que 95%. Não é à toa que Freud, que tinha mãe judia, é o pai da psicanálise.

Você está casada?
Acabo de romper um casamento de 13 anos, mas estamos vivendo juntos na mesma casa, como parentes. Ele tem 35 anos. Tive uma conversa em que expus a ele que é jovem, pode ter filhos, eu não, e ele está livre para isso. Sou a favor da liberdade. Acho um saco essa coisa de mulher ser fiscal de homem.

Por falar em liberdade, você viveu intensamente?
Continuo vivendo. Estou gravando o filme A Suprema Felicidade, a história de um rapaz que tinha problemas de família e encontra a felicidade nos avós.

Acredita que o Brasil avançou nos últimos anos com o governo Lula?
Para um país melhor, primeiro temos que respeitar os professores, depois os lixeiros e em terceiro os agricultores. Colocamos a educação em último lugar. Se não tivermos pessoas para recolher o lixo, imagine a situação em que ficarão as cidades? Os agricultores cultivam o que comemos. Como seríamos sem eles? No entanto, essas três categorias não têm o tratamento que merecem.

 
 
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