O clima é de entusiasmo e muito trabalho dentro da equipe responsável pela implantação do Parque Científico e Tecnológico Juiz de Fora, uma iniciativa arrojada que vai colocar a cidade em uma posição privilegiada não apenas no país, mas em todo o mundo. “Estamos muito animados com esse projeto que tem um grande diferencial, pois vai trazer indústrias de tecnologia e fortalecer as locais com o conhecimento gerado nas universidades. O objetivo é criar um ambiente de inovação e negócios, que favoreça a criatividade e a sinergia entre os empreendimentos ali instalados”, comenta Paulo Augusto Nepomuceno Garcia, secretário de Desenvolvimento Tecnológico da Universidade Federal de Juiz de Fora.
O projeto vai abrigar indústrias intensivas de tecnologia, laboratórios e centros de pesquisa, desenvolvimento e inovação, prestadores de serviços tecnológicos complexos e de apoio às atividades tecnológicas. “Será um ambiente em que a universidade e o setor produtivo vão se encontrar, criando uma ambiência de inovação tecnológica. Pretendemos dinamizar a competitividade da indústria local, buscando produtos inovadores e trazendo para cá novas empresas de tecnologia”, antecipa Paulo.
O parque terá, segundo o secretário, um papel fundamental no processo de integração entre o setor produtivo e a base de conhecimento formada pelas universidades e centros de pesquisa, “criando uma lógica favorável à dinamização da rede de inovação regional através da aproximação das forças de demanda e oferta de ativos científico-tecnológicos”.
A estrutura do parque visa ao desenvolvimento de novas tecnologias, com ênfase na inovação. Além disso, pretende-se aproximar as universidades e centros de pesquisa da da Zona da Mata ao sistema empresarial e à sociedade, de forma a promover a inovação, o empreendedorismo e a geração de empregos e renda.
O primeiro passo para essa megaempreitada foi o estudo de viabilidade técnica e econômica realizado pela empresa InvestPark e que custou aos cofres do estado 150 mil reais. O documento levou em consideração o potencial de Juiz de Fora no que se refere ao ensino, pesquisa, extensão, tecnologia e economia, além da relação entre a Universidade Federal de Juiz de Fora, centros de pesquisa e empresas das quatro microrregiões incluídas no projeto: Cataguases, Juiz de Fora, Muriaé e Ubá. O estudo propõe que o parque seja multifocal, observando as áreas de transferência de tecnologia existentes na UFJF e suas respectivas linhas de concentração de desenvolvimento tecnológico. O foco do parque serão as áreas de eletroeletrônicos, biotecnologia, leites e derivados, saúde humana e animal, tecnologia da informação e comunicação.
Até agora, os recursos aportados são de 6 milhões de reais por parte do estado e 40 milhões da universidade. “O terreno de um milhão de metros quadrados já foi comprado e fica a cinco quilômetros da universidade. Os projetos de infraestrutura estão na parte final e já entramos com o pedido de licenciamento ambiental para que possamos iniciar a licitação das obras. A previsão de início de operação é em 2013 quando 10 mil pessoas deverão estar trabalhando no parque”, prevê.