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PesquisaPesquisas e novas tecnologiasFazenda experimental da Epamig em Oratórios desenvolve projetos de pesquisa com várias culturas e animais
Texto: Ana Elizabeth Diniz | Fotos: Victor Schwaner
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Outra área nobre de pesquisa é a cafeicultura. Apesar de várias espécies já terem sido testadas para exploração comercial, apenas a Coffea arábica e Coffea canephora têm interesse econômico. Em virtude da boa qualidade da bebida, 60 a 70% do café consumido no mundo pertencem à espécie C arábica. Atualmente existem cerca de 130 variedades de café registradas no Ministério da Agricultura, 118 de arábica e 12 de canephora (que inclui o café conilon). “Na fazenda são feitas pesquisas com o café arábica e conilon e já estamos produzindo novos clones do cruzamento das duas espécies. Buscamos no melhoramento do cafeeiro aumentar a resistência contra fungos, especialmente a ferrugem e nematoides , e melhorar a qualidade da bebida”, ressalta Luciano.
Caminhando pela fazenda em um quase fim de tarde surpreendemos Silvio Martins dos Santos, 56, remexendo a terra da plantação de feijão preto. “Prefiro trabalhar com a terra a gente, que é muito enjoada”, sentenciou enquanto cuidava do seu sustento. “Estamos desenvolvendo variedades de feijão mais produtivas e métodos de controle eficientes das doenças que atacam o feijoeiro, especialmente, o mofo branco”, acrescenta Luciano.
Mais à frente, o jardim clonal de seringueiras que ocupa área de 6 ha e que logo serão transplantadas no bosque cuidado por Wanderley Cardoso, 33, há sete trabalhando como sangrador. São 15 ha de área plantada com produção média de 7 kg de borracha/árvore/ano. A meta é alcançar 10 kg de borracha/árvore/ano. Mensalmente são vendidos 1.600 kg para indústrias de São Paulo.
“Para sangrar tenho que fazer um corte de 35 graus na casca da árvore. Cada seringueira tem vida útil de 40 a 50 anos e com um milímetro de corte de casca, ela já sangra”, explica Wanderley que sangra diariamente 500 árvores.Trinta por cento da produção é dele. Negócio rentável. O seringueiro trabalha em média de duas a três horas por dia, começando às 4 da manhã. Comparativamente, 1 ha de seringueira rende ao produtor cerca de R$ 3.500 por ano e 1 ha de eucalipto rende de R$ 800 a R$ 1.000 por ano.
Há ainda muito que falar dos cultivos da fazenda. Tem a produção de ração para os suínos com mais aminoácidos e minerais e o canteiro de hortaliças não convencionais como bertalha, azedinha, capuchinha, beldroega, cará-moela e o controle biológico das pragas da pimenta malagueta. O pinhão manso e o girassol estão sendo pesquisados como alternativa na produção de biocombustíveis. A sensação é de que muito se faz pela qualidade dos alimentos que chegam à nossa mesa, mas essas pesquisas permanecem no anonimato.
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