As grandes corporações já entendem sua marca e reputação como ativos estratégicos de gestão. O desafio é difundir essa mentalidade para a maioria das empresas brasileiras. Para isso, existe um movimento, capitaneado por gigantes como Cemig, Vale e Petrobras, com suporte do Reputation Institute, entidade internacional que, no Brasil, está sediada em Belo Horizonte, mas tem escritório também no Rio de Janeiro. No final de maio, representantes destas instituições – dentre outras – estiveram em Amsterdã, na Holanda, participando da 13ª Conferência Internacional sobre Reputação Corporativa, Marca, Identidade e Competitividade, organizada pelo Reputation.
A próxima conferência será no Brasil, entre os dias 19 e 21 de maio do ano que vem, no Rio. A expectativa da diretora do Reputation Institute, Ana Luisa Castro Almeida, é que o evento possa ajudar a ampliar os conceitos de marca e reputação nas empresas nacionais. “São poucas as empresas que tratam estes itens como primeiros ativos estratégicos”, diz. Na conferência são apresentados trabalhos acadêmicos de 70 das mais importantes universidades do mundo, além de experiências das maiores corporações internacionais nessa área de marca e reputação.
O diretor presidente da Perfil Publicidade, Cacá Moreno, lembra que reputação são as percepções e interpretações que os públicos têm da empresa, e afirma que, junto com a valorização da marca, deve ser item de gestão.
“Quanto mais confiança você tem dos públicos, gera reputação. São valores exigidos hoje para as empresas atuarem na bolsa de valores”, afirma. Moreno alerta que quanto mais tarde a empresa deixar para investir em sua marca e reputação, mais difícil fica melhorar sua imagem diante dos públicos.
O superintendente de Comunicação da Cemig, Luiz Henrique Michalick, participou pela quarta vez do evento. “Ganhamos em conhecimento, troca de informações, e discutimos as melhores práticas”, diz. Michalick coloca as grandes empresas nacionais, entre elas a Vale e a Petrobras, além da própria Cemig, no mesmo nível das internacionais, embora esses conceitos ainda sejam novos no Brasil.