Sexta, 24 de Maio de 2013
Logo Revista Viver Brasil - Assim é viver
 

Capa

Minha cara metade

Aumenta a cada mês o número de cirurgias bariátricas realizadas no país e, apesar da sensação de autoestima e bem-estar proporcionados a boa parte dos pacientes, existem riscos e os cuidados devem ser para toda a vida

Texto: Daniele Hostalácio | Fotos: Nélio Rodrigues, Gibran Chequer, Pedro Vilela e arquivos pessoais


Envie seu comentário

Alberto Pinto Coelho Neto estava com 172 quilos quando decidiu se submeter a uma cirurgia bariátrica. Daquele dia em diante, ele viu seu corpo se transformando e, junto com ele, uma outra perspectiva de vida se descortinar. Três anos depois, aos 34 anos, ele está 90 quilos mais magro. O procedimento foi um sucesso, nenhu­ma complicação, somente as adaptações alimentares necessárias, com as quais ele aprendeu a conviver. “Tudo na minha vida mudou. Quando estava obeso, quase não saía de ca­sa. Em todos os lugares as pessoas sempre olhavam para mim – um olhar de crítica. Eu sentia medo de sentar em qualquer cadeira, de não passar numa roleta”, declara.


Histórias bem-sucedidas como as de Alberto Neto sempre despertam a curiosidade das pessoas e lançam os holofotes sobre as cirurgias de obesidade – a mais comum delas é a gastroplas­tia. Um número cada vez maior de pessoas procura os consultórios de cirurgiões bariátricos, dispostas a enfrentar um procedimento com o objetivo de emagrecer e ganhar qualidade (e tempo) de vida. Hoje, o Brasil já é o segundo país no ranking em número dessas cirurgias realizadas, por ano, ficando atrás apenas dos Estados Unidos. Só em 2008, foram realizadas, aqui, cerca de 30 mil dessas operações. A oferta do procedimento, nos hospitais vinculados ao SUS, aumentou 542% desde 2001, ano em que passou a ser realizado pela rede pública.


Esse aumento expressivo, no entanto, suscita debate. A cirurgia é complexa e não isenta de riscos, e é indicada para um perfil muito específico de pacientes. Não estaria havendo banalização no uso do procedimento? Como explicar esse salto? “De fato, é um número enorme, mas é insuficiente. Os serviços públicos têm  tempo de espera, para a cirurgia, de cinco a seis anos. O que ocorre é que a obesidade também vem crescendo muito no Brasil, em proporções maiores que a cirurgia. Num levantamento realizado em 2008, calcula-se que existam hoje, no Brasil, cerca de 4 milhões de pessoas na situação de serem operadas”, diz o médico Arthur Garrido, um dos pioneiros da técni­ca no Brasil, integrante do grupo de sete cirurgiões que já foram responsáveis pela realização de, aproximadamente, 10 mil cirurgias bariátricas.

O crescente aumento das cirurgias se deve, também, à divulgação do procedimento, na última década. Hoje as pessoas têm amplo acesso a informações dessa natureza pela internet e por meio da mídia. Outro fator é a melhora dos resultados do procedimento, a partir do aperfeiçoamento da técnica, nos últimos anos, o que minimizou os seus riscos – a mortalidade, que era mais frequente, hoje é menor. “E hoje ainda há a vantagem de que a cirurgia já pode ser feita por laparoscopia, com ganhos no pós-operatório e com menores incisões”, avalia o cirurgião-geral, bariátrico e de transplantes, Marcelo Girundi, membro titular da SBCBM.

Mas é fato também que os médicos são, com frequência, procurados por pacientes que não têm o perfil para se submeterem às cirurgias de obesidade. “São pessoas que apresentam insatisfação pessoal com o peso e, às vezes, até visão deturpada da própria imagem corporal”, diz o cirurgião Marcelo Farah. Quem não tem IMC acima de 40 (obesidade mórbida) nem entre 35 e 40 (obesidade grave), com doenças associadas (diabetes, hipertensão, osteoartroses, apneia do sono, doenças cardiovascula­res, entre outras) não está indicado para a cirurgia. Os médicos, quando aceitam operar paciente que foge a esse perfil, estão ferindo o Código de Ética de Medicina. “Quem não tem indicação deve ser alertado para o fato de que essa cirurgia oferece riscos. A pessoa deve procurar outro tipo de tratamento. A cirurgia não faz milagre e tem custo pessoal para o resto da vida”, pondera Farah.

Confira o vídeo desta matéria.


Alberto Pinto Coelho Neto, 90 kg mais magro: “Quando estava obeso quase não saía de casa”
Alberto Pinto Coelho Neto, 90 kg mais magro: “Quando estava obeso quase não saía de casa”

Entre os riscos que os pacientes correm está a possibilidade de embolia pulmonar (coagulação anormal do sangue, com a formação de coágulos que mi­gram para o pulmão), complicações respiratórias e ruptura de pontos. É importante que o médico esteja ligado a uma equipe multidisciplinar, pois, lembra Girundi, a obesidade é multifatorial. “Um médico que atua isoladamente, e sem a devida estrutura, é contra-indicado”, acrescenta. Além das complicações na sala da cirurgia e no pós-operatório, existem consequências que podem ocorrer depois de meses ou anos da realização da cirurgia. “Por isso os pacientes precisam ter consciência de que o tratamento apenas começa com a operação, e a partir dali ele deverá ter acompanhamento periódico, por uma equipe que inclui cirurgião, clínico geral, nutricionista, psicólogo, endocrinologista”, observa o médico Arthur Garrido. Conscientizar-se disso, acredita ele, e também dos riscos a que se está exposto, é um passo importante para o sucesso da cirurgia, a curto, médio e longo prazo.

Alguns efeitos colaterais estão dentro do esperado. Entre os possíveis problemas, está a anemia. Ela acomete em maior número as mulheres, devido à alteração hormonal que se segue ao emagrecimento, com aumento da fertilidade e do fluxo menstrual, em alguns casos. A desnutrição é um quadro mais raro e irá depender, muitas vezes, da técnica à qual o paciente foi submetido. Já a colelitíase, ou pedra na vesícula, atinge 15% dos pacientes operados. Outra incidência frequente são as hérnias incisionais, que podem ocorrer após a cirurgia devido à pressão intra-abdominal aumentada, típica de pacientes obesos. “Es­sas hérnias são mais frequentes nas cirurgias abertas; nas laparoscópicas a incidência é muito pequena”, explica Farah.

A administradora de empresas Karina Duarte, que se submeteu a cirurgia bariátrica em 2005, chegou a apresentar alguns desses indesejáveis efeitos colaterais: anemia, emagrecimento acentuado; pedras na vesícula; e uma hérnia incisional. Medindo 1,67 m de altura, ela viu seu peso cair de 97 quilos para 47, dois anos após a operação. Como exames detectaram pedras na vesícula, ela precisou retirar o órgão. “Durante essa cirurgia, foi verificado que o anel colocado no meu estômago havia saído do lugar; estava apertado demais, impedindo quase totalmente a passagem de comida. Foi necessário trocá-lo”, conta. Seis meses depois, apareceu uma hérnia, exigindo nova operação. Novamente, quando estava sendo operada, verificou-se que o seu organismo rejeitou o novo anel. “Hoje, meu estômago está grampeado, mas o anel precisou ser  retirado”, conta. Karina não desconhece, no entanto, os benefícios que a cirurgia trouxe para ela, em termos de autoestima. “Se fosse preciso, faria tudo de novo”, diz.

Aos 54 anos, a dona de casa Rita Costa Carvalho, assim como Karina, vive os prós e os contras da cirurgia a que se submeteu. Embora tenha perdido peso, o que para ela trouxe importantes ganhos em termos sociais, o procedimento trouxe-lhe vários inconvenientes. “Fiquei desnutrida. Por um bom tempo, depois da cirurgia, me sentia muito fraca, com tonteiras, só ficava na cama. Não tinha forças nem para tomar banho”, relata. Com o tempo, esse problema se foi, mas hoje ela sofre com gastrite crônica, dores de estômago quando se alimenta e apresenta duas hérnias, que terão de ser operadas. “Não acho que fiquei normal.”

Rita Costa Carvalho, antes e depois da cirurgia: “Não acho que fiquei normal”
Rita Costa Carvalho, antes e depois da cirurgia: “Não acho que fiquei normal”
Especialistas alertam para o fato de que a cirurgia não é um milagre. Ela é considerada, hoje, o melhor tratamento para obesidade mórbida, quando os procedimentos clínicos não trazem resultados. Mas é complexa e, como todo cirurgia, agressiva. Por isso deve ser uma opção para pacientes que podem morrer precocemente, devido à obesidade, ou que efetivamente possam ganhar qualidade de vida a partir dela. “Não vale a pena trocar uma doença por outra”, pontua Girundi. O comprometimento do paciente em seguir todas as recomendações pré e pós-operatórias é fundamental para o sucesso cirúrgico. 
Entre todos os preparativos que devem preceder uma cirurgia desse porte, o aspecto psicológico do paciente não deve, acreditam os especialistas, ser considerado apenas um detalhe. “O que se opera não é apenas o estômago isolado, mas o indivíduo, com toda a sua complexidade”, observa a psicóloga Aída Franques, que acompanha pacientes com indicação para a cirurgia desde 1996 e é coautora do livro Contribuições da Psicologia para a Cirurgia Bariátrica. Um cuidado importante está relacionado ao fato de que aproximadamente 50% dos pacientes são portadores do transtorno da compulsão alimentar periódica. Se, numa avaliação pré-operatória, o paciente é identificado com esse transtorno, ele deve ser encaminhado a um psiquiatra para tratamento. “A compulsão alimen­tar costuma desaparecer durante o primeiro ou segundo ano depois da operação, talvez pelo entusiasmo do emagrecimento. Passado esse período, na maioria dos casos que seguem sem tratamento psiquiátrico, a compulsão reaparece”, alerta Aída. O paciente voltará a ganhar peso. Mas, se ocorre uma substituição de sintomas, a compulsão alimentar que estava presente no pré-cirúrgico se transforma em outras compulsões, como por bebida, cigarro, compras, sexo, jogos.

Aos 60 anos de idade, José de Souza Dias Duarte reconhece que trocou o prazer que sentia em comer pela compulsão por álcool. Ele pesava 160 quilos antes de fazer a cirurgia bariátrica, tinha hipertensão e osteoartrose nos joelhos, que limitavam muito a capacidade de ele andar. Hoje, três anos depois de operado, pesa cerca de 80 quilos, a pressão está controlada, a vida sexual melhorou, bem como a autoestima, mas a bebida alcoólica ocupou um lugar demasiado grande na nova vida dele. “Estou tentando me livrar disso”, afirma Duarte, que tem tentado vencer o vício sem ajuda profissional.

Assim como ele, são muitos os pa­cientes que operam e não seguem acompanhamento psicológico, mes­mo quando há indicação para isso. Alguns, sequer fazem o acompanhamento médico padrão. Segundo Aída, a baixa adesão ao tratamento pós-cirúrgico – em torno de 50% – é a grande dificuldade encontrada pelas equipes que trabalham com a cirurgia da obesidade. Por não manterem o devido acompanhamento, ou as devidas recomendações, muitos acabam por voltar a engordar.

Escolher alimentos saudáveis e afastar-se do sedentarismo são recomendações que permanecem válidas para quem se operou. Um deslize pode prejudicar os bons resultados cirúrgicos. O empresário Gus­tavo Ladeira perdeu 90 quilos depois de ser operado, há cerca de sete anos – estava com 183 quilos –, mas recuperou 18 quilos, no último ano. “Eu corria 5 km por dia. Devido à falta de tempo parei”, afirma.  A atriz e pro­dutora Nely Rosa também ganhou uns quilos indesejáveis, tempos depois de operada. “Não costumo me pe­sar, mas acho que devo estar hoje com 80 quilos”, diz. O peso está longe dos 150 quilos aos quais ela chegou, e que acabaram por levá-la à mesa de cirurgia. O problema é que ela não abre mão dos chocolates e de beber socialmente. “Voltei a tomar cerveja. Não acho que devo parar totalmente de fazer essas coisas que me dão prazer”, diz. No entanto, os joelhos começaram a dar novos sinais de cansaço, e Nely sabe que deverá se esforçar para voltar a perder mais uns quilos.

Marcelo Girundi: “Não vale a pena trocar uma doença por outra”
Marcelo Girundi: “Não vale a pena trocar uma doença por outra”

Outra operada, a jornalista Rebeca Lago, sabe que precisa manter um cuidado permanente em relação ao peso. O caso dela requer atenção especial, pois ela se operou sem apresentar o perfil indicado para a cirurgia – seu IMC era 32. Foi em Maringá, no norte do Paraná, onde encontrou um médico que aceitou operá-la. A cirurgia foi bem-sucedida, e hoje ela segue tratamento com um médico em Belo Horizonte. “Estou com anemia, mas a cada três vezes faço exames. Já sei os limites do meu corpo, o que posso ou não comer, o intervalo entre as refeições, o que me faz passar mal. Precisei me adaptar, mas tenho certeza de que a cirurgia foi a melhor coisa que fiz na minha vida”, declara.

Esse sentimento de que a cirurgia bariátrica é um divisor de águas na vida de quem opera é compartilhado por boa parte dos ex-obesos. “A cirurgia foi, para mim, um presente de Deus”, resume Liliane Baliza Alkmin Citty, que trocou o quarto fechado, onde passava horas chorando, deprimida, pelo prazer de resgatar o corpo e a vida social. “Ganhei nova vida. Estava com 119 quilos, hipertensa, meus exames alterados. Era candidata a sofrer um infarto a qualquer momento”, conta. Ela se submeteu à cirurgia há pouco mais de um ano, e já perdeu 52 quilos. Hoje, vive a euforia da transformação. “Meus exames de saúde estão todos normais. Resgatei o prazer de cuidar de mim, de me aprontar, de sair. Estou me sentindo linda”, diz. 

Todas as modificações proporcionadas pelas cirurgias bariátricas, devido ao emagrecimento, não podem, no entanto, camuflar a necessidade dos cuidados e do acompanhamento médico, que deverá ser para sempre. A metáfora da lagarta, enclausurada no casulo, que emerge à vida na forma de borboleta, é uma imagem sugestiva da metamorfose gerada pela perda de peso. Um renascimento que exige aprender a viver dentro de novo corpo, com nova imagem. Um desafio que os ex-obesos abraçam como uma segunda chance.

José Duarte: “Estou tentando me livrar da bebida”
José Duarte: “Estou tentando me livrar da bebida”

Obesidade

- O conceito de obesidade baseia-se na proporção entre o peso e a altura do indivíduo,  representado pelo Índice de Massa Corpórea (IMC)
- A fórmula para calcular o IMC é peso (kg) ÷ altura  (m)2.
Exemplo: uma pessoa que pesa 60 quilos, e mede 1,72 m, tem ICM 20,3 (60 ÷ 2,96)
- O peso de uma pessoa é considerado abaixo do normal quando o IMC é menor que 18,5; normal, entre 18,5 e 25; há sobrepeso, se o IMC está entre 25 e 30; obesidade leve, entre 30 e 35; obesidade moderada, entre 35 e 40; e obesidade mórbida, nos casos de IMC acima de 40

 

Com a cirurgia, o paciente perde, em média, cerca de 40% do peso
em 12 meses
, desde que continue seguindo orientações nutricionais, faça
atividade física e tenha acompanhamento regular

 

Nely Rosa: “Voltei a tomar cerveja”
Nely Rosa: “Voltei a tomar cerveja”

Cirurgia Bariátrica

- Cirurgia bariátrica é toda aquela cirurgia que tem como objetivo levar à perda de peso 
- Gastroplastia é uma das técnicas bariátricas. Consiste na modificação da forma do estômago, para que ocorra perda de peso; é uma das mais empregadas mundialmente
- As cirurgias bariátricas são indicadas para pacientes com IMC superior a 40 (obesos mórbidos) ou com ICM entre 35 e 40, e que apresentem doenças associadas, como diabetes, hipertensão, osteoartroses (desgaste das articulações dos quadris e/ou joelhos), insuficiência coronariana, doença do refluxo gastresofágico, apneia do sono. Em todos os casos, a indicação depende de criteriosa avaliação médica
- Podem ser operados pacientes entre 18 e 65 anos. Fora desses limites, a indicação da cirurgia bariátrica fica a critério médico
- A taxa de mortalidade nas cirurgias está em torno de 1%
- Em 2008, foram realizadas cerca de 30 mil cirurgias bariátricas no Brasil
- O Brasil é hoje o segundo país em número de cirurgias bariátricas realizadas por ano, ficando atrás apenas dos Estados Unidos
- A oferta de cirurgia bariátrica, nos hospitais vinculados ao SUS, aumentou 542% desde 2001, quando o procedimento passou a ser realizado pela rede pública
- Em 2008, no Brasil, foram realizadas 3.195 cirurgias, ao custo de R$ 15,736 milhões para o SUS 
- Houve também aumento na quantidade de estabelecimentos habilitados para realizar a operação, pelo SUS. Em 2001, eram 18. Hoje,
são 58 unidades em todo o Brasil

Fontes: Secretaria de Saúde de Belo Horizonte, Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM) Ministério da Saúde

Karina Duarte: “Se fosse preciso, faria tudo de novo”
Karina Duarte: “Se fosse preciso, faria tudo de novo”

Como são as cirurgias

Tipos de técnicas
- Restritivas: limitam o volume de alimento sólido que o paciente ingere nas refeições
- Disabsortivas: permitem ao paciente comer, no entanto atrapalham a absorção dos nutrientes e com isto levam o obeso ao emagrecimento
- Mistas: associam um pouco de restrição à ingestão do bolo alimentar com um pouco de disabsorção, ou seja, desvio intestinal menor

 

Algumas técnicas

- Bypass gástrico com anel ou cirurgia de Fobi-Capella
É a mais empregada mundialmente. Consiste na redução do estômago através de grampeamento. O estômago é dividido em duas partes: uma menor (30 ml), que será por onde o alimento irá transitar, e outra maior, que ficará isolada. Esse pequeno estômago é então ligado ao intestino para que o alimento possa seguir seu curso natural. Essa técnica, além de limitar o volume do que entra, também restringe a velocidade de esvaziamento do estômago, pois é aplicada uma banda de contenção

- Bypass gástrico sem banda ou cirurgia de Wittgrove
 É muito semelhante à técnica de fobi-capella. A diferença básica é
que em vez de colocar um anel ao redor do pequeno estômago, o cirurgião faz uma costura apertada entre este último e o intestino

- Entre as várias técnicas disabsortivas, três são mais conhecidas:
– a cirurgia de Payne, que provoca um desvio intestinal grande, sem se mexer   
no estômago
– a derivação biliopancreática ou cirurgia de Scopinaro, que consiste em retirar a metade do estômago, fazendo com que o paciente possa comer volume menor, porém satisfatório, associado a um desvio intestinal importante
– derivação ilipancreática com duodenal switch ou cirurgia de Hess, na qual é  realizada uma ressecção longitudinal do estômago. Neste procedimento é       preservada a anatomia básica do estômago e sua fisiologia no esvaziamento do alimento 


- Entre as restritivas: destacam-se o balão intragástrico (o balão é feito de silicone e preenchido por solução líquida, após ser colocado através de endoscopia no interior do estômago; pode permanecer lá pelo período de quatro a seis meses, causando sensação de saciedade mais precoce, devendo ser retirado após esse período); e gastroplastia vertical restritiva de Mason (consiste em grampear o estômago de maneira a criar um pequeno tubo que recebe o alimento dando ao paciente a sensação de estar cheio. Com isto esta antecâmara gástrica esvazia-se lentamente)

Fonte: Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM)

 

O Brasil possui 3,73 milhões de obesos mórbidos ou obesos graves,
com doenças associadas, potencialmente indicados para a cirurgia bariátrica

Em 2008 foram realizadas 30 cirurgias bariátricas em Belo Horizonte, pelo SUS. Até o dia 23 de junho deste ano, já haviam sido realizadas
21 dessas cirurgias


 
Compartilhe:    Bookmark com Delicious Bookmark com Delicious  Bookmark com Digg  Bookmark com Facebook  Bookmark com /.   Bookmark com Google  Bookmark com StumbleUpon   Bookmark com Technorati  Bookmark com Linkarena  Bookmark com Yahoo  Bookmark com SEOigg  Bookmark com Spurl  Bookmark com Live  Bookmark com Rec6  Bookmark com Myspace
Versão para Impressão  Versão Impressão    Assinar NewsletterNews:    

Busca no Portal

 
  

Blog do PCO


VIVER_BRASIL PROMOÇÃO - Concorra a pares de convites para o musical "Gonzagão", no Teatro Bradesco. Acesse o link e saiba mais on.fb.me/14yHtKw:

TudoBH Mãe de Eliza quer pena máxima para Bruno - Minas jornaltudobh.com.br/minas/mae-de-e? via @TudoBH

VIVER_BRASIL "Achar mão de obra qualificada também é um dos nossos grandes desafios", afirma Paulo Castellari.


Viver Casa

© Copyright 2009, Revista Viver Brasil – MG-030, nº 8625. Torre2 – Shopping Serena Mall – Vale do Sereno.
Cidade: Nova Lima – MG / CEP:34000-000 | Telefone: (31) 3503-8888