O Artista
O quarto de costura da mãe traz muitas lembranças para Leo Santana. Era lá que o minério de Teófilo Otoni, quando criança, brincava de desenhar, mania que virou paixão. Tímido, foi com seus dotes artísticos, lápis e papel na mão que transpôs barreiras da vivência social. Quando veio para a capital estudar e a saudade batia, inclusive, era com argila que se distraía. Formado em publicidade e em desenho industrial, aos 30 anos resolveu, de fato, dedicar-se profissionalmente às artes plásticas: mudou-se para São Sebastião das Águas Claras (Macacos), onde possui atelier, e inaugurou, então, sua primeira exposição, uma reunião de santas sensuais em cerâmica. Poucos anos depois, em 1991, já seria convidado para expor na Alemanha, fruto de um inusitado projeto em concreto-celular. Artista de muitas facetas, percepção e criatividade não lhe faltam, seja na pintura, desenho ou escultura. Em quase 20 anos de carreira, destaca-se principalmente pela habilidade de quebrar a rigidez do bronze e criar peças memoráveis de personagens da cultura brasileira. Dando a elas uma leitura contemporânea e realista em vestes cotidianas e sem a glorificação de um pedestal, ao alcance de todos, ele capta emoções de quem sente a arte de perto, assim como fez com a estátua do poeta Drummond, em Copacabana, no Rio de Janeiro, e com muitas esculturas espalhadas por pontos de Belo Horizonte e de outras cidades do país e do mundo. Para conhecer mais sobre o artista, acesse
www.leosantana.art.br.