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Zoom
Cinema em Ouro Preto
O cinema invadiu as ladeiras de Ouro Preto no último mês com o CineOP, uma das mais importantes mostras do Brasil. Cineastas, artistas famosos e estudiosos da sétima arte circularam pelas ruas da antiga Vila Rica, onde discutiram a produção cinematográfica dos anos 70, além de conferir os encantos da cidade. A mostra contou com a exibição de 71 filmes nas ruas e salas.
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Nélio Rodrigues |
Estrela
Protagonista do filme Xica da Silva, marco do cinema dos anos 70, a atriz Zezé Motta foi a grande estrela. Recebeu homenagem e passeou pela cidade, matando saudade do clima de Minas, que conheceu nas gravações do filme de Cacá Diegues, em Diamantina. “Pensam que sou mineira, e me sinto um pouco assim, pois adoro a culinária do estado”, confessa a fluminense. Aos 65 anos, a eterna escrava sensual do Tijuco se prepara, agora, para interpretar pela primeira vez uma avó, na segunda fase da novela Caras e Bocas, da Rede Globo.
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Zilda Mayo
“Vocês, provavelmente, nunca ouviram o meu nome, mas os papais de vocês com certeza me conhecem bem”
Da atriz Zilda Mayo, que fez 42 pornochanchadas nos anos 70 e 80, ao se apresentar para a plateia jovem na mostra
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Vida de Bishop
A produtora Lucy Barreto conferiu em Ouro Preto cenários que deverão servir de locação ao filme A Arte de Perder. O longa narrará a passagem da norte-americana Elizabeth Bishop no Brasil, de 1950 a 1967, quando viveu um romance com a paisagista Lota de Macedo Soares. Das mais importantes poetas do século XX, Bishop morou no Rio, Petrópolis e Ouro Preto, que mantém a casa onde residiu. O filme começa a ser gravado em 2010. Glória Pires encarnará Lota, mas o nome da estrangeira que interpretará Bishop é segredo.
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A Criadora
Idealizadora das mostras de cinema de Tiradentes, de Ouro Preto e de Belo Horizonte, Raquel Hallak (à dir.), da Universo Produção, não para. Ela quer, agora, criar um centro de documentação e memória do cinema brasileiro, com acesso livre à população. Para isso, busca apoio do poder público.
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Reencontro
O prefeito de Ouro Preto, Angelo Oswaldo, era dos mais entusiasmados com a mostra, idealizada em 2005, quando ele também administrava a cidade. Na abertura, matou saudade da atriz Zezé Motta, amiga desde a década de 70.
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Tancredo nas Telas
O cineasta Neville d´ Almeida (à esq.) prepara o documentário Pássaro da Liberdade, inspirado na vida do político Tancredo Neves. O ator que interpretará o ex- presidente da República, segundo Neville, será um mineiro. Vamos ver o que o diretor de Os sete gatinhos e A Dama da Lotação, conhecido pela irreverência, vai aprontar com Tancredo.
Confira o vídeo da cobertura do CineOP a partir do dia 06/07.
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Túnel do Tempo - Rebolado Caribenho
Sucesso popular brega dos anos 80, o Trio Los Angeles mantém o rebolado no palco, apesar de longe da mídia. Nada como o frisson dos velhos tempos em que fazia mais de 10 shows por mês e era atração dos programas dominicais de TV. “Vou estrear em agosto, em Mogi das Cruzes (SP), o show Caribe é Brasil, onde me apresento sozinho e acompanhado de bailarinas”, conta o vocalista Márcio Mendes, 59 anos, único remanescente do grupo original. O trio foi criado em 1982 pelo então manequim Márcio Mendes, que se juntou às duas morenas Ana Maria, sua irmã, e Cléo Ferreira. No mesmo ano ganhou fama com o hit Vamos Dançar Mambolê. A receita do sucesso eram os ritmos caribenhos e o uso de roupas sensuais, como maiôs asas-delta e bustiês coloridos. Em 1984, eles alcançaram o auge da fama com a música Transas e Caretas, tema da abertura da novela homônima da Rede Globo. Os tempos de glória começaram a acabar nos anos 90 quando Cléo, no auge do sucesso, ficou grávida e o grupo se desfez. Mais tarde, o trio voltou reciclado com duas loiras. “Nunca paramos. Hoje faço carreira solo e me apresento também com Annie e Luciane”, conta, lembrando que faz shows de norte a sul do país. Desde que a primeira composição do trio se desfez, Márcio, que vive em São Paulo, também trabalhou com moda e apresentou na TV NGT programa voltado para a terceira idade. Já as morenas Cléo e Ana estão casadas, com filhos, bem longe da ginga caribenha.
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Casório em Hamptons
De passagem por Belo Horizonte, o artista plástico mineiro Fernando Vignoli, 49 anos, radicado nos Estados Unidos, tem agenda movimentada. Na terrinha, inaugurou exposição no Museu Inimá de Paula, lançou livro sobre sua trajetória, além de rever velhos amigos. A esses trouxe novidades sobre o coração. Vignoli está de casamento marcado para agosto com a mineira Raquel Fonseca. A cerimônia será no luxuosíssimo balneário de Hamptons, próximo de Nova Iorque, onde reside e tem como vizinhos celebridades. A troca de alianças acontecerá também em Belo Horizonte, mas ainda sem data e local marcados. Os mineiros aguardam!
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Ação do Bem
Nada como investir no social. Na primeira visita ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, desde que chegou ao país, em outubro passado, o presidente da Coca-Cola do Brasil, Xiemar Zarazúa, apresentou-lhe o Programa Coletivo. A ideia é estimular o empreendedorismo e a formação de mão-de-obra para o varejo. Unidades capacitarão jovens para o primeiro emprego. A expectativa é que 30% dos jovens capacitados conquistem o primeiro emprego e 10% desenvolvam o próprio negócio. Xiemar era acompanhado dos vices Marco Simões e Jack Correa. O presidente Lula, claro, aplaudiu a ideia.
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Cantinho Mineiro
O espanhol José Maria Calo Silvariño, 60 anos, vive no Rio de Janeiro há mais de quatro décadas, mas conhece bem a alma mineira. Dono do Mocambo, restaurante aberto em 1972, no centro carioca, ele recebe grande clientela de Minas. “Os escritórios da Usiminas e a Açominas ficavam aqui perto. Recebíamos executivos e políticos, como o ex-presidente Juscelino Kubitschek, nos últimos anos de vida. As empresas mudaram de endereço, mas as pessoas de Minas continuam vindo”, diz. Uma das habituès é a atriz Viviane Pagnani (na foto à esq. com José Maria), nascida em Ipatinga e radicada no Rio. Curiosamente, Teófilo Otoni, famoso político mineiro, dá nome à rua do restaurante.
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Mochilão Gastronômico
O chef Henrique, 22 anos, está de malas prontas para a Europa. O mineiro ficou famoso como ganhador do Super Chef, quadro do programa Ana Maria Braga, da Rede Globo. Venceu 13 concorrentes, recebeu 64% dos 800 mil votos de telespectadores, mas, mesmo com o brilho na telinha, não se deixou levar pela fama. Com os 50 mil reais do prêmio, fará cursos de gastronomia pela Europa, para onde embarca em agosto. “Tenho que ser humilde para enfrentar a estrada e ser reconhecido como super chef”, diz. Pena que a modéstia do rapaz não costuma andar solta por aí.
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Bate-papo - Volta por cima
Criador da Zoomp, uma das mais conhecidas marcas de jeans do Brasil, o empresário Renato Kherlakian, 59 anos, é um exemplo de quem deu a volta por cima. E com elegância, diga-se de passagem. Depois da venda da Zoomp, em 2006, em que perdeu dinheiro, caiu em depressão. Da experiência, tirou lições preciosas, que serviram para colocar no mercado nova marca de jeans: a RK Denim. Voltada para as mulheres, a grife de jeans premium, lançada em 2008, conta com 117 pontos-de-vendas em todo o país, com meta de fechar 2009 com 170.
Quando se interessou pela moda? Descendente de família armênia, fui criado dentro de uma loja de caximiras, em São Paulo. Então dentro dessa concepção de loja de qualidade, bons materiais, não só dos artigos nacionais, mas também dos produtos importados, fui aperfeiçoando a minha característica ou gosto de me vestir com roupas com tecidos de boa qualidade. Quando com 7, 8 anos de idade, minhas roupas eram feitas por alfaiate. Esse ambiente me influenciou a optar por moda.
Como é esse recomeço? Tirou lições na Zoomp? Trazer para o mercado uma nova marca é extremamente agradável. Toda experiência, por mais dura que seja, lhe traz uma série de aprendizados, muito positivos, no sentido de reavaliar o posicionamento do consumidor. Hoje, ele é extremamente antenado, mais receptivo a novidades, extremamente carente de qualidade, principalmente no que diz respeito à moda nacional.
Quais suas expectativas em relação ao mercado mineiro? A idéia da RK Denim é atingir 25 cidades do estado, além da própria capital. É um jeans para mulher acostumada a praticar diariamente moda, que se veste bem, uma característica da mulher mineira. Por que a opção pelo jeans feminino? É um mercado extraordinário para consolidar uma marca, difícil de ser conquistado, porém com condições de resultados positivos. É um público exigente e os jeans oferecidos hoje são muito repetitivos, tanto as marcas nacionais quanto estrangeiras. Provalmente no início de 2010 entramos com a linha masculina.
O que sua marca traz de diferencial? É um jeans que tem estilo e prima pela qualidade do acabamento. A RK surge como alternativa para complementar o armário dessa mulher, com jeans que tem conceito do jeanswear, alfaiataria e demi-couture, que prima pelo acabamento. A crise financeira global não o assusta? Com todo esse movimento da economia nos últimos meses de reposicionamento em nível mundial, é um momento para impor novos valores, novo peso e nova medida para o jeans nacional. Hoje há uma intromissão grande das marcas estrangeiras, fazendo conceito, e as nacionais se massificando. Aí surge um jeans de muito mais qualidade ou igual às marcas estrangeiras, contudo com preço mais nacionalizado.
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