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PlenárioMárcia Machado
Opiniões ou sugestões sobre a coluna?
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Febre
O twitter, aquele site de troca de mensagens rápidas e curtas, está mesmo virando febre no meio político. Depois que o presidente dos Estados Unidos, Barak Obama, usou e abusou da ferramenta virtual para se comunicar com os eleitores, jovens principalmente, muitos políticos brasileiros aderiram à moda. Segundo o site politweets, até o fechamento desta coluna, 29 deputados federais, 6 estaduais, 14 senadores e um governador fazem uso diário do novo veículo.
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Campanha Virtual
Candidato à Presidência da República, José Serra é o único governador a usar o twitter. Com mais de 12 mil seguidores, Serra responde às perguntas que recebe e vai postando comentários sobre as atividades do dia. Já a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, parece não dar muita importância à ferramenta virtual. Segundo sua assessoria, Dilma não tem nenhum site além do oficial da Casa Civil. Os que aparecem, garante, são falsos, provavelmente criados por algum simpatizante dela.
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Boa IdeiaAo contrário do colega do Senado, José Sarney (PMDB-AP), o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP) (foto), está muito bem cotado na condução da presidência da Casa. Jurista que é, Temer conseguiu acelerar as votações ao decidir que as medidas provisórias do governo nem sempre trancam a pauta do plenário. Assim, a Câmara está votando projetos engavetados há anos. O fato gerou ciúmes no antecessor, Arlindo Chinaglia (PT-SP) que já cobrou de assessor a boa idéia. - Por que não fizemos isso? indagou Chinaglia. |
Doidões e Bobões
Se não fosse séria, poderia ser considerada cômica a sessão da Câmara onde aconteceu o depoimento do ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc (foto), para explicar a presença dele na Marcha da Maconha, no Rio de Janeiro. “A gente
reza todo dia para nossos filhos não fumarem maconha e o senhor defende publicamente...”, queixou-se o deputado Abelardo Lupion (DEM-PR). Laerte Bessa (PMDB-DF), que convocou Minc, acusou o ministro de fazer apologia da erva e de marchar ao lado de doidões. Já Minc disse repetidas vezes que participou de uma manifestação autorizada pela Justiça. Além do mais, completou, com a maconha, “os jovens não conseguem nem assaltar, ficam bobões.” |
Moral
Antes do início do recesso parlamentar, 17 de julho, o primeiro secretário da Câmara, deputado Rafael Guerra (PSDB-MG), vai anunciar uma série de medidas para moralizar os serviços na Casa. Pessoas que passaram no último concurso da Câmara serão chamadas para substituir os apadrinhados. Também será implantado o ponto eletrônico para contar as horas extras e serão abertas licitações para os contratos com empresas terceirizadas que já estão vencendo. “Não vou prorrogar contratos automaticamente”, diz Guerra.
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Unha e carne
O senador Renan Calheiros (PMDB-AL) se tornou o principal articulador político no Senado. Nada de importante acontece ali se não tiver sua chancela. Já desautorizou o líder do PT, Aloizio Mercadante (SP), e o líder do governo, Romero Jucá (PMDB). Agora é o presidente do Senado, José Sarney (PMDB), que precisa da ajuda de Renan diante da avalanche de denúncias envolvendo funcionários, senadores e o próprio Sarney. E a reboque de Renan está o senador Fernando Collor (PTB-AL), que já voltou a estufar o peito e demonstrar poder. Conterrâneos, eles são unha e carne.
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Are BabaO embaixador da Índia no Brasil, B. S. Prakash, está satisfeito com a repercussão da novela das oito da TV Globo. Ele conta que o folhetim despertou “um interesse diferente pela Índia”. Revela que não foram poucas as vezes que ele e sua mulher, vestindo sári, foram brahmin (casta superior) ou dalits (inferior). Segundo o embaixador, até certo ponto, o sistema de castas influencia a sociedade indiana. Da mesma forma, casamentos arranjados continuam a ser praticados. Mas, adverte, “sendo a realidade indiana diversa e complexa, a única coisa que pode ser dita é: Tudo o que você disser a respeito da Índia é verdade. O oposto também é verdade.”
Frase da Vez “Julguei que fosse eleito presidente para presidir politicamente a Casa e não para ficar submetido a cuidar da despensa da Casa ou para limpar as lixeiras da cozinha da Casa” Do presidente do Congresso, José Sarney (PMDB-AP), quando cobradas medidas para moralizar o Senado |